¤ Sobre Mim: ¤


Nome: The Caterpillar

Paradeiro: Ermos de Campinas

Gosto de:

Gatos: tenho dois que moram comigo, Puskas e Nina, além dos outros da família: Tchiang Chiang, Billie, Bob, Cassandra, Judy, Gizmo, Moustache e Iggy. Quero um dia ter uma casa em que caibam todos os gatos que eu puder ter.



Música:The Cure, Radiohead, Smiths, Jesus & Mary Chain, Pixies, Dresden Dolls, Sonic Youth, Tom Waits, Nick Cave, Einsturzende Neubauten, Belle & Sebastian, etc, etc e tal.

Bandas Amigas: Numismata, del-O-max, Muzzarelas


Contatos:

e-mail, MSN:dcaterpillar@yahoo.com

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Terça-feira, Maio 22

Atenção! Este blog mudou para

http://thecaterpillarconfessions.blogspot.com/ .


Por The Caterpillar - 1:26 PM

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Quarta-feira, Maio 2

Essa noite sonhei que beijava a Morte, e ela tinha lindos olhos de madrepérola.
Antes que alguém me interprete precipitadamente como suicida, já digo logo que não é nada disso. Hoje posso sonhar que beijo a morte por beijar a vida com fúria todos os dias.
Se beija a vida de corpo e alma, e não como uma metáfora de iluminação transcendente. A vida tem dentes pontiagudos e às vezes tem mau hálito. Às vezes tem cheiro meio acre e meio doce de suor e de flores de quem dançou a noite toda. It takes guts and it takes passion. Eu nunca imaginei ter nenhuma das duas coisas, mas cá estou eu. E hoje ainda protesto contra a passagem das horas, porque nunca há tempo suficiente. Vida, eu te decifro enquanto te devoro. Mas minha fome só termina no dia em que a senhora dona morte vier me beijar.


Por The Caterpillar - 10:26 AM

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Segunda-feira, Abril 30

Start no Astronete, uma balada supimpa!


Nessa sexta, dia 27, fui ao Astronete ver meus amigos Renato e Mônica discotecarem na Start! Foi uma balada das boas, e fazia um tempo que eu não conhecia um lugar divertido assim.
Bizarro como a ceninha noturna hype/alternativa São Paulo muda completamente e continua exatamente a mesma coisa. Agora, às vésperas do meu debut como balzaquiana oficial, tudo me parece bem mais divertido, já que a pouca pretensão que tive na vida morreu em algum momento dos anos 90. Agora, eu me divirto muito mais.
Foi bom ir num lugar bonito, ver gente bonita, gente fazendo pose. Sim, porque eu ainda sou dândi à minha moda, ainda tenho prazer em fazer pose e em curtir a pose dos outros. Só que não levo mais isso a sério, levo no prazer de fazer paródia, de rir sobretudo de mim mesma. Foi divertido descobrir o lado mod do Zé Mojica.
O melhor mesmo foi curtir a música das boas de verdade, beber Guiness e red ale do balcão, dançar com sapato de oncinha, e ter um dia muito legal junto aos meus amigos de verdade. E provar o picolé de melão da Liberdade (sim, picolé sorvete de verdade, no bairro da Liberdade, isso não é uma metáfora obtusa).
Vou, na medida do possível, bater ponto nessa balada. E, pros amigos, eu recomendo.


Por The Caterpillar - 12:52 PM

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Terça-feira, Abril 17

Melancólica aqui, ouvindo Devics. Minha melancolia é um gato de olhos grandes e redondos.
Chega sem fazer barulho, passadas almofadadas de felino.
Roça o corpo lustroso nos meus tornozelos, salta sobre o meu colo, se aninha.
Seu olhar me hipnotiza e tudo o que me resta fazer é afagar.
Meu primeiro amor me conquistou recitando Tabacaria. Tá bom, eu sei, clichê. Mas não me desculpo por isso.
Ele bebia demais e tinha olhos tão tristes.
E de ver minha tristeza refletida no fundo daqueles poços, não tinha como evitar me apaixonar.
Mesmo sabendo da dissimulação nos olhos de ressaca. Mesmo sabendo que eu ia acabar em cacos.
Sempre fui dessas que prefiro o tombo a se carregada. Sempre tive queda por poetas, sempre caí n/da lábia deles. Por querer.
E tem graça se não dói, se não arde?
Dia desses me perguntaram se eu sou feliz. respondi na lata, sem titubear: Muito.
Pura verdade.
Vai, me diz aí, o que é essa tal felicidade?
Pra mim é fazer o meu melhor, sempre. Amar por inteiro, sem medo, sem pudor.
Se deixar amar, cultivar os amigos, os bichos, as plantas. Ser doce porque é bom.
Não pedir nada em troca.
Eu encarei meus pavores nos olhos, dei a cara pra bater, perdi uns dentes nisso, e muitas esperanças.
Mas ofereço a outra face infinitas vezes sorrindo, porque viver é bom, apesar de tudo.
Quando lembro o quevivi, tenho orgulho de mim, acho que me saí bem, fico satisfeita.
Não me arrependo de nada.
" O que importa é a Senhora Dona Vida, coberta de ouro e prata e sangue e musgo do Tempo e creme de chantilly
às vezes e confetes de algum carnaval, descobrindo pouco a pouco seu rosto horrendo e deslumbrante. Precisamos suportar e beijá-la na boca."
Eu beijo a vida todo dia, ao acordar e ao deitar. Sou feliz de não caber em mim.
"Mas acontece que sou triste..."
Em síntese dialética.


Por The Caterpillar - 6:19 PM

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Domingo, Abril 8

Melhores ainda ao vivo ou epifania BDZ n. 2



Esses caras aí são os Los Diaños, que tocaram no Bar do Zé nessa última santa sexta-feira.
São de Curitiba, e é difícil dar um rótulo pro som que eles fazem com tanto esmero. É um som psycho, mas não dá pra dizer que é billy. É rock, mas não só.
Eu tinha imaginado que uma banda com baixo acústico, trompete e violino seria interessante. Só não pensei que fosse tanto. O Toshiro no baixo acústico, e principalmente o Fred no violino fazem coisas surreais. Foi a primeira vez em que vi um dono de bar, no caso o Milton, subir no palco pra pedir pra banda continuar tocando. A presença de palco, com uma performance cênica meio estilo cabaret alemão é impagável. A galera delirou. E os caras merecem uma menção especial pela performance no medley de Johnny Quest com Stop that pigeon. O Fred teve a moral de fazer um dueto com o trompete como se fosse um nipe de metais.
Fazia tempo que não ouvia uma banda de que eu gostasse tanto ¿ e isso inclui os milhões de mp3 que tenho baixados no meu computador. Recomendo pra todo mundo.
Saí com vinil, pôster e adesivo da banda, feliz da vida. E como se isso não fosse o suficiente, os caras ainda são muito gente boa.


Por The Caterpillar - 11:57 AM

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